5G, 6G e 7G: entenda o que é e como são diferentes
· Renan Piccinini · Atualizado em
Entenda o que são 5G, 6G e 7G, as diferenças entre as redes móveis e o que muda em velocidade, latência e conectividade.
Você provavelmente se acostumou com o ícone do 5G no topo da tela do seu smartphone. Essa tecnologia pode até passar despercebida no seu dia a dia, mas a indústria e órgãos globais já projetam os próximos passos: o 6G e o 7G.
A evolução das redes móveis representa uma mudança estrutural na forma como o mundo se conecta. Trata-se de uma infraestrutura que suporta desde o seu streaming até cidades inteiras operando de forma autônoma. Confira abaixo o que esperar de cada geração.
Um breve resumo de 5G vs 6G vs 7G:
5G: Conectividade de massa, baixa latência e foco em IoT urbana;
6G: Velocidades de Terabit, IA nativa e eficiência energética extrema (IMT-2030);
7G: Conectividade global total via satélite e eliminação de zonas mortas.
5G, 6G e 7G: o futuro das redes móveis
As siglas 5G, 6G e 7G referem-se, respectivamente, à quinta, sexta e sétima geração das redes móveis. A cada dez anos, aproximadamente, uma nova tecnologia surge para ditar o ritmo da economia digital.
Atualmente, vivemos a era da conectividade de massa com o 5G. Ele trouxe estabilidade para o ecossistema de IoT (Internet das Coisas), tecnologia que permite que objetos do dia a dia, como sensores industriais, geladeiras e lâmpadas, se conectem à web.
O 6G e o 7G prometem levar a integração entre o mundo físico e o digital a um patamar de onipresença digital.
A conexão estará em todos os lugares o tempo todo, como o seu carro conversando com o semáforo automaticamente para evitar acidentes, sem que você precise acionar nada.
5G e 6G: o que muda entre as redes
A principal diferença técnica entre o 5G e o 6G está na frequência de operação. O 5G utiliza ondas milimétricas. O 6G deve explorar as frequências de Terahertz (THz), o que oferece mais espaço para trafegar dados sem os "engarrafamentos" de rede que enfrentamos hoje.
Além disso, o 6G será nativamente integrado à Inteligência Artificial. A rede funcionará como um sistema inteligente que otimiza a conexão em tempo real para cada usuário.
Ela será capaz de aprender seus padrões de consumo e deslocamento para evitar quedas de sinal e desperdício de energia.
IMT-2030: as metas oficiais da UIT
Para o 6G, a União Internacional de Telecomunicações (UIT) estabeleceu o framework IMT-2030. O documento define os indicadores de desempenho que a tecnologia precisa alcançar.
Além da velocidade, o foco está em indicadores como:
Eficiência energética
O 6G precisa consumir muito menos energia por bit trafegado, permitindo que baterias de sensores durem anos.
Confiabilidade extrema
Essencial para aplicações críticas onde o sinal não pode cair.
Capacidade de conexão
Suporte para até 10 milhões de dispositivos por quilômetro quadrado.
Sustentabilidade
Redes projetadas para reduzir a pegada de carbono global.
Velocidade, latência e capacidade de conexão
A capacidade de conexão é o grande salto. Para entender a evolução, precisamos olhar para a latência (o tempo de resposta da rede). No 6G, esse atraso é quase nulo. Entenda a seguir.
5G: velocidade de até 20 Gbps e latência de cerca de 1 milissegundo;
6G: pode atingir 1 terabit por segundo (Tbps), 100x mais rápido, e latência inferior a 0,1 milissegundo.
O volume de conexão proporcionado pelo 6G supera o limite do 5G e permite que milhares de sensores industriais e aparelhos pessoais funcionem na mesma célula de rede sem perda de sinal.
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